Lista de exercícios – II trimestre – 1º Ano EM

6 de julho de 2012

 

1. (Uff 2012)  Considerando o processo de expansão da Europa moderna a partir dos séculos XV e XVI, pode-se afirmar que Portugal e Espanha tiveram um papel predominante. Esse papel, entretanto, dependeu, em larga medida, de uma rede composta por interesses

a) políticos, inerentes à continuidade dos interesses feudais em Portugal; intelectuais, associados ao desenvolvimento da imprensa, do hermetismo e da Astrologia no mundo ibérico; econômicos, vinculados aos interesses italianos na Espanha, nos quais a presença de Colombo é um exemplo; e sociais, vinculados ao poder do clero na Espanha.

b) políticos, vinculados ao processo de fragmentação política das monarquias absolutas ibéricas; sociais, associados ao desenvolvimento de novos setores sociais, como a nobreza; coloniais, decorrentes da política da Igreja católica que via os habitantes do Novo Mundo como o homem primitivo criado por Deus; e econômicos, presos aos interesses mouros na Espanha.

c) políticos, vinculados às práticas racistas que envolviam a atuação dos comerciantes ibéricos no Oriente; científicos, que viam na expansão a negação das teorias heliocêntricas; econômicos, ligados ao processo de aumento do tráfico de negros para a Europa através de alianças com os Países Baixos; e religiosos, marcados pela ação ampliada da Inquisição.

d) políticos, associados ao modelo republicano desenvolvido no Renascimento italiano; religiosos, decorrentes da vitória católica nos processos da Reconquista ibérica; econômicos, ligados ao movimento geral de desenvolvimento do mercantilismo; e sociais, inerentes à vitória do campo sobre a cidade no mundo ibérico.

e) políticos, vinculados ao fortalecimento da centralização dos estados ibéricos; econômicos, provenientes do avanço das atividades comerciais; religiosos, relacionados com a importância do Papado na Península Ibérica; e intelectuais, decorrentes dos avanços científicos da Renascença e que viram na expansão a realidade de suas teorias sobre Geografia e Astronomia.

2. (Ufmg 2010)  Considerando-se as características do Antigo Regime, é INCORRETO afirmar que

a) a economia foi fortemente marcada pela atividade comercial, regida por concepções e práticas denominadas Mercantilismo.

b) a expansão comercial associada à expansão marítima provocou forte migração e consequente despovoamento das cidades europeias.

c) a organização política predominante era fundamentada no Absolutismo monárquico e se legitimou pela teoria do Direito Divino dos Reis.

d) o processo de ocupação e colonização de territórios além-mar ajudou a expandir a cultura e os valores da Europa.

3. (Uepg 2010) Sobre os Estados Nacionais Modernos, assinale o que for correto.

01) Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes e Jean Bodin figuram entre os teóricos que construíram as concepções gerais nas quais se assentam os Estados Nacionais Modernos.

02) No caso do Estado inglês, o que mais o caracterizou durante sua criação foi a negação ao absolutismo e a sua proximidade com a Igreja Católica.

04) Na França, o Estado Nacional se formou, a partir do século XII, defendendo a República e combatendo os princípios monárquicos.

08) A reconquista da Península Ibérica, luta travada contra os muçulmanos que ocupavam aquela região desde a Idade Média, favoreceu ao processo de unificação e de formação do Estado Nacional espanhol.

16) Em termos gerais, a noção de cidadania, a divisão dos três poderes (executivo, legislativo, judiciário), dos direitos civis e da representatividade política estão presentes na gênese dos Estados Nacionais Modernos.

(    ) SOMA

 

4. (Uff 2010) A DESCOBERTA DA AMÉRICA E A BARBÁRIE DOS CIVILIZADOS

 

– A conquista da América pelos europeus foi uma tragédia sangrenta. A ferro e fogo! Era a divisa dos cristianizadores. Mataram à vontade, destruíram tudo e levaram todo ouro que havia.

Outro espanhol, de nome Pizarro, fez no Peru coisa idêntica com os incas, um povo de civilização muito adiantada que lá existia. Pizarro chegou e disse ao imperador inca que o papa havia dado aquele país aos espanhóis e ele viera tomar conta. O imperador inca, que não sabia quem era o papa, ficou de boca aberta, e muito naturalmente não se submeteu. Então Pizarro, bem armado de canhões conquistou e saqueou o Peru.

– Mas que diferença há, vovó, entre estes homens e aquele Átila ou aquele Gengis-Cã que marchou para o ocidente com os terríveis tártaros, matando, arrasando e saqueando tudo?

– A diferença única é que a história é escrita pelos ocidentais e por isso torcida a nosso favor.

Vem daí considerarmos como feras aos tártaros de Gengis-Cã e como heróis com monumentos em toda parte, aos célebres “conquistadores” brancos. A verdade, porém, manda dizer que tanto uns como outros nunca passaram de monstros feitos da mesmíssima massa, na mesmíssima forma. Gengis-Cã construiu pirâmides enormes com cabeças cortadas aos prisioneiros. Vasco da Gama encontrou na Índia vários navios árabes carregados de arroz, aprisionou-os, cortou as orelhas e as mãos de oitocentos homens da equipagem e depois queimou os pobres mutilados dentro dos seus navios.

 

Monteiro Lobato, História do mundo para crianças. Capítulo LX

 

O texto de Monteiro Lobato expressa a dificuldade de definirmos quem é civilizado e quem é bárbaro. Mas isso à parte, pensando a atuação europeia nos séculos XVI e XVII nas áreas americanas, um número razoável dessas visões equivocadas justificou o avanço espanhol e a destruição dos astecas, maias e incas explicados por:

a) necessidades sociais impostas pelas características culturais do território espanhol e pela presença muçulmana que limitava as condições de enriquecimento da monarquia, levando à conquista da América e à constituição de uma base política iluminista.

b) necessidades religiosas decorrentes da perda de poder da Igreja Católica frente ao avanço das reformas protestantes e das alianças com as potências ibéricas para estabelecer o Império da Cristandade, baseado na Escolástica.

c) necessidades políticas oriundas das tensões na Península Ibérica que levaram a Espanha a organizar o processo de conquista do Novo Mundo como única alternativa para sua unidade política, utilizando para isso o apoio do Papado e da França de Francisco I.

d) necessidades econômicas provenientes da divisão do território espanhol, fruto da diversidade cultural e étnica, e das disputas pelo poder entre Madri e Barcelona, ampliadas pelas vitórias portuguesas na África e na Ásia e pelo desenvolvimento da economia do açúcar no Brasil.

e) necessidades econômicas, políticas e religiosas dos recém-centralizados estados modernos, através do mercantilismo metalista que inundou a Europa de prata e de ouro, levando em seguida a uma revolução nos preços, que provocou inflação, e ao avanço de novas formas de desenvolvimento da agricultura.

5. (Unifesp 2009)  “O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza.”

            (Thomas Hobbes (1588-1679). “Leviatã”. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.)

 

“O príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir tais qualidades (…). O príncipe não deve se desviar do bem, mas deve estar sempre pronto a fazer o mal, se necessário.”

            (Nicolau Maquiavel (1469-1527). “O Príncipe”. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1986.)

 

Os dois fragmentos ilustram visões diferentes do Estado moderno. É possível afirmar que:

a) Ambos defendem o absolutismo, mas Hobbes vê o Estado como uma forma de proteger os homens de sua própria periculosidade, e Maquiavel se preocupa em orientar o governante sobre a forma adequada de usar seu poder.

b) Hobbes defende o absolutismo, por tomá-lo como a melhor forma de assegurar a paz, e Maquiavel o recusa, por não aceitar que um governante deva se comportar apenas para realizar o bem da sociedade.

c) Ambos rejeitam o absolutismo, por considerarem que ele impede o bem público e a democracia, valores que jamais podem ser sacrificados e que fundamentam a vida em sociedade.

d) Maquiavel defende o absolutismo, por acreditar que os fins positivos das ações dos governantes justificam seus meios violentos, e Hobbes o recusa, por acreditar que o Estado impede os homens de viverem de maneira harmoniosa.

e) Ambos defendem o absolutismo, mas Maquiavel acredita que o poder deve se concentrar nas mãos de uma só pessoa, e Hobbes insiste na necessidade da sociedade participar diretamente das decisões do soberano.

6. (Pucsp 2009)  A expansão marítima dos séculos XV e XVI proporcionou a conquista europeia da América e a descoberta de novas rotas de navegação para o Extremo Oriente. A expansão marítima também provocou, ao longo do tempo,

a) o controle europeu sobre os três oceanos, pois as caravelas portuguesas e espanholas passaram a dominar o comércio no Atlântico, no Índico e no Pacífico.

b) a integração de alimentos americanos à dieta europeia, pois o milho, as batatas, o cacau e o tomate, entre outros, passaram a ser consumidos na Europa.

c) o fim das atividades comerciais no Mar Mediterrâneo e no Mar Adriático, pois as especiarias obtidas no oriente só podiam ser transportadas pelos oceanos.

d) a expansão do protestantismo, pois as vítimas das guerras religiosas aproveitaram a tolerância religiosa nas colônias portuguesas e espanholas e se transferiram para elas.

e) o início da hegemonia marítima inglesa, pois a frota britânica oferecia proteção militar aos navegadores contra a ação de corsários e piratas que atuavam na região do Caribe.

7. (Fuvest 2009)  “Da armada dependem as colônias, das colônias depende o comércio, do comércio, a capacidade de um Estado manter exércitos numerosos, aumentar a sua população e tornar possíveis as mais gloriosas e úteis empresas.”

 

Essa afirmação do duque de Choiseul (1719-1785) expressa bem a natureza e o caráter do:

a) liberalismo.

b) feudalismo.

c) mercantilismo.

d) escravismo.

e) corporativismo.

 

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:

Mais vale estar na charneca com uma velha carroça do que no mar num navio novo.

 

(Provérbio holandês. In: SEBILLOT, P. Legendes, croyances et supertitions de la mer. Paris: 1886, p. 73.)

 

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal?

Por te cruzarmos, quantas mães choraram,

quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar para que

fosses nosso, ó mar!

 

(PESSOA, F. Obra poética. Rio de Janeiro: Aguillar, 1969, p. 82.)

 

 

 

8. (Uel 2009)  Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o tema da Expansão Marítima dos séculos XV e XVI, é correto afirmar que as navegações:

a) Constituíram uma realização sem precedentes na história da humanidade, uma vez que foram muitos os obstáculos a serem superados nesse processo, tais como a ameaça que representava o desconhecido e o fracasso de grande parte das expedições, que desapareceram no mar.

b) Propiciaram o fim do monopólio que espanhóis e italianos mantinham sobre o comércio das especiarias do oriente através do domínio do mar Mediterrâneo, uma vez que foram os franceses e os portugueses, a despeito das tentativas holandesas, que realizaram o périplo africano e encontraram o caminho para as Índias.

c) Resultaram na hegemonia franco-britânica sobre os mares, o que, a longo prazo, permitiu a realização da acumulação originária de capital e, através desta, o financiamento do processo de implantação da indústria naval, o que prolongou esta hegemonia até o final da Primeira Guerra Mundial.

d) Propiciaram o domínio da Holanda sobre os mares, fazendo com que a colonização das novas terras descobertas dependesse da marinha mercante daquele país para a manutenção das ligações comerciais entre os demais países europeus e suas colônias no restante do mundo.

e) Representaram o triunfo da ciência e da tecnologia resultantes das concepções cartesianas e, consequentemente, a destruição de lendas e mitos sobre o Novo Mundo, uma vez que as expedições revelaram os limites do mundo e propiciaram rapidamente formas seguras de transposição oceânica.

9. (Uel 2009)  Com base nos conhecimentos sobre os sistemas coloniais, é correto afirmar.

a) O mercantilismo consistia na liberalização das barreiras nacionais para o comércio, visando enriquecer as nações através da livre competição.

b) As 13 colônias inglesas desenvolveram a colonização de exploração, privilegiando o mercado externo e abrindo-se ao comércio internacional.

c) Na América portuguesa, as entradas e bandeiras visavam, a serviço do estado português, expandir as fronteiras brasileiras e combater a escravidão indígena, levando a fé cristã aos nativos.

d) Devido ao comércio colonial, em fins do século XIX, Portugal e Espanha garantiam para si a maior fatia da riqueza das suas colônias, deixando os resíduos da opulência para países como Inglaterra, Holanda e França.

e) O tráfico de escravos africanos, dada a importância que adquiriu, tornou-se rapidamente uma das principais fontes de acumulação de capital nas colônias e nas metrópoles.

10. (Ufpr 2008)  Observe a imagem do mapa de Waldseemüller e leia o texto a seguir.

 

” Este mapa é de fundamental significação na história da cartografia. Sintetizou a revolução dos vinte anos precedentes na geografia e ampliou a imagem contemporânea do mundo, proporcionando uma visão essencialmente nova do mesmo. [....] Seu histórico é conhecido indubitavelmente a partir do tratado geográfico ‘Cosmographiae Introductio’ que acompanhou sua publicação em 1507. [...] Este mapa tem uma importância histórica única. Nele o Novo Mundo recebe o nome de América pela primeira vez. Colombo aparentemente nunca abandonou sua convicção de que as ilhas das Índias Ocidentais que descobriu eram próximas à costa leste da Ásia. Vespúcio, entretanto, descobriu a verdade, ou seja, que era um novo mundo. Waldseemüller aceitou esta visão e propôs – para honrar Vespúcio – conceder seu nome à nova terra.”

(WHITIFIELD, Peter. “The image of the world: 20 centuries of World Maps”. San Francisco: Pomegranate Artbooks & British Library, 1994, p. 48-49.)

 

Com base no mapa, no texto e nos conhecimentos sobre a epopeia dos descobrimentos na Época Moderna, é correto afirmar:

a) O mapa de Waldseemüller foi elaborado para reforçar a concepção bastante difundida durante a Idade Média de que a Terra era plana, contribuindo assim para afirmar a tese da impossibilidade de atingir o Oriente navegando para o Ocidente.

b) O uso da expressão “descoberta da América”, para designar o ocorrido em 1492, revela uma construção “a posteriori” da historiografia, que assim estabelece uma representação simbólica da presença europeia no continente pela primeira vez na Era Moderna.

c) Afirmar que Vespúcio foi o responsável pela “descoberta do Novo Mundo” significa evidenciar um traço da mentalidade greco-romana da Antiguidade, que prescrevia a experimentação científica como método para obter o conhecimento da verdade das coisas.

d) A verificação empírica da verdade dos “descobrimentos” possibilitou, ao longo do século XVI, uma nova epistemologia para as ciências humanas, que passou a fundar-se no testemunho direto dos acontecimentos como critério para o estabelecimento dos fatos.

e) Pelo relato sobre os “descobrimentos”, explicitado no texto, fica evidente que havia, no período da publicação do mapa de Waldseemüller, uma nítida separação entre a perspectiva de análise geográfico-cartográfica e a abordagem histórica dos eventos da expansão marítima.

11. (Uel 2007)  Sobre a expansão marítima ibérica da época dos descobrimentos, é correto afirmar que:

a) Ocorreu de maneira pacífica, com a colonização e povoamento das Américas.

b) Fundamentou a expansão do capitalismo mercantil, acompanhado pelas missões.

c) Acabou com o comércio mediterrânico, concentrando-se tão somente no Atlântico.

d) Fortaleceu as cidades-Estados italianas, tradicionais no comércio mercantil.

e) Concedeu cidadania aos súditos que emigrassem para as colônias de além-mar.

12. (Ufpe 2006)  No período da expansão marítima portuguesa, as conquistas de novas terras modificaram hábitos e relações sociais. Houve uma euforia em face da exploração e da conquista de riquezas. Procurou estabelecer, com o sistema de capitanias hereditárias, o domínio sobre suas terras na América. Esse sistema:

(     ) foi muito bem sucedido na descoberta do ouro e da prata, e propiciou o enriquecimento do governo português e da sua poderosa burguesia.

(     ) fracassou, frustrando Portugal em seus objetivos e levando-o a abandonar as terras conquistadas.

(     ) não foi amplamente bem sucedido, mas garantiu maior posse sobre as terras conquistadas e a consolidação de poderes para a Metrópole.

(     ) na região Norte, fracassou; mas obteve sucesso nas outras regiões com a lavoura açucareira.

(     ) no século XVIII, conseguiu êxito, graças à ajuda dos governadores-gerais, com suas forças militares, para combater exclusivamente a rebeldia dos nativos.

 

 


Print Friendly

Comentar





Web Mail
Z13 - Sua Fábrica de Web e Multimídia